Hoje em dia muito se fala sobre a humanização de marca, mas pouco se comenta de como isso deve funcionar. Afinal, devemos usar pessoas? Fazer piadas e criar memes? Ou então gravar vídeos e usar fotos de seres humanos?
Tudo isso parece um pouco fora, não é mesmo? Isso acontece porque centenas de pessoas nos dizem o que, como e quando fazer, mas ninguém deixa claro o que isso significa. Por isso, decidimos conversar um pouco sobre esse tema e clarificar algumas informações na sua mente. Assim, você poderá aplicar a real humanização no seu negócio, sem erro!
O que é humanização de marca?
Humanizar, segundo o dicionário, é um verbo que representa:
transitivo direto e pronominaltornar(-se) humano, dar ou adquirir condição humana; humanar(-se).“a fábula humaniza os animais” transitivo direto e pronominaltornar(-se) benévolo, ameno, tolerável; humanar(-se).“h. um trabalho”
Sendo assim, podemos observar que a humanização de marca se trata da ação de gerar uma conexão emocional junto aos seus consumidores, aproximando-se de seus desejos e necessidades.
Ou seja, quando você traz o lado humano de uma marca, você a torna algo com o que as pessoas querem se conectar. Seja porque se veem naquilo, seja porque ela entende seus sentimentos. A marca se torna uma amiga, uma conhecida próxima com quem o cliente quer estar em contato, quer conversar e comprar.
Humanizar vai muito além de criar um personagem ou um mascote para sua marca, como por exemplo, a Lu da Magalu, o Bahianinho das Casas Bahia, o Chester Cheetah da Cheetos e muitos outros. A cada momento que entramos na internet, conhecemos novos personagens e histórias que buscam personificar uma marca. Mas será que isso funciona?
A humanização de marca vai além de criar um mascote!
Primeiramente, precisamos entender que esse processo não acontece do dia para a noite. É impossível desenvolver toda essa estrutura do nada, sem pesquisa, sem estudo, sem estratégia. Entretanto, para que isso aconteça, precisamos dos pequenos passos, ou seja, ações que possam colaborar nesse processo.
Para que isso aconteça da forma ideal, podemos, por exemplo, seguir alguns passos:
1. Saiba onde quer chegar: defina seu plano
Em primeiro lugar, assim como qualquer outra ação que envolva a sua marca, você precisa definir os seus objetivos com o processo de humanização de marca. Defina metas e objetivos com foco nessa estrutura, entendendo de que forma ela poderá ajudar o seu negócio a crescer.
2. Entenda como o mercado recebe essa ação
Estude também os seus concorrentes e outras empresas que você pode usar como referência para a criação de uma ação como essa. Saiba o quão receptivos os consumidores podem ser e o que eles esperam de você. É importante ter em mãos todos os dados desses clientes antes de criar qualquer coisa e fazer a ação sair por água abaixo.
Faça entrevistas e questionários, pergunte a essas pessoas o que elas esperam da sua marca e qual a melhor forma de se colocar lá. Tom de voz, personalidade, posicionamento… Tudo pode ser decidido com ajuda daqueles que compram de você.
3. Defina claramente a identidade do seu negócio, alinhado àquilo que já existe
Em seguida, para criarmos o posicionamento da marca, precisamos entender a cultura organizacional e os valores que regem o negócio. Afinal, como já falamos muuuito por aqui: posicionamento vai além de dizer se você é a favor ou contra alguma coisa, é sobre agir e se manter firme sobre o que você acredita.
A identidade da marca humana são todas as pessoas que já fazem parte dela.
4. Estruture a linguagem verbal e não verbal da marca
Muitas empresas podem já ter isso bem definido, mas para quem não tem, é importante que comece de algum lugar. Aqui é o momento de compreender mais sobre a maneira como você vai entrar em contato com esse público. Veja, por exemplo, a Netflix, o Ponto ou o Nubank. Esses três negócios multimilionários se transformam e se posicionam diariamente dentro dos pontos de contato de seus clientes.
Fazendo piadas, engajando com o público, organizando e resolvendo problemas, se aproximando. Cada um deles faz coisas bem diferentes, mas uma delas se mantém em comum: a proximidade e o bom humor. Mas isso não quer dizer que a sua marca precisa sair fazendo piadinhas ou humor. Isso pode ser bem complicado para alguns setores.
Por isso, precisamos entender o que o público espera de nós: seriedade, humor, informações, discussões, debates, militância… Você precisa encontrar aquilo que realmente fará a diferença na prática.
5. Se torne ativo e próximo dos consumidores
Como já falamos anteriormente, para desenvolver a humanização de marca no seu negócio, é extremamente importante que haja uma conexão com os consumidores. E isso pode acontecer de diferentes formas: estar nas redes sociais, engajar nos comentários, debater sobre tendências e temas de alta discussão, abrir espaço para conversas ou simplesmente estar aberto ao que os consumidores tem a dizer.
6. Conte e ouça histórias
Para fazer isso, uma das maiores e talvez mais importantes coisas que podemos fazer é contar histórias. Afinal, a arte do storytelling é poderosa, seja para envolver, seja para conquistar novos clientes. É através das sensações e emoções que você evoca nas pessoas que elas vão se sentir próximas e conectadas.
As histórias que você conta e as que você ouve devem ser colocadas para o público também se interessar. Como, por exemplo, o caso recente do OBoticário, que recebeu uma carta em um comentário, falando sobre o sofrimento de uma mãe e uma esposa e a saudade do perfume favorito do seu ente querido que não era mais produzido: o Annette. Tais comentários chegaram até as mãos do fundador da empresa, Miguel Krigsner, que, com muito carinho e atenção, escreveu uma carta à mão para a família do falecido, anexo a algumas fragrâncias desenvolvidas apenas para o caso em específico.
Para saber mais sobre essa história, indicamos a leitura deste artigo no LinkedIn, clique aqui.
Mas o ponto é: mais uma vez, OBoticário provou a sua sensibilidade e empatia com o público, mostrando-se mais que uma marca. Assim, ela também trouxe a sua humanização à tona, gerando intensa conexão com o público.
7. Siga aquilo que foi proposto
E por fim, mas não menos importante, precisamos falar sobre seguir aquilo que está sendo proposto na humanização da marca. Afinal, não há nada mais desapontador do que seguir uma pessoa ou uma marca que fala de valores da boca para fora. Comportamentos e atitudes são levados em conta nas mais diversas situações e podem fazer toda a diferença no posicionamento da sua empresa.
Se você defende uma causa, defenda até o fim. Se você luta por uma atitude, siga com ela até o fim. Não desvie os valores que você propõe para a sua empresa, pois isso pode fazer a diferença na forma como cada cliente vê a sua marca.
E agora, chegou a sua vez, vamos trabalhar a humanização da sua marca?
Por fim, chegou a sua vez, se você gostou deste artigo, talvez se interesse em outros aqui da nossa página. Por que não vem com a gente e descobre um pouco mais sobre o posicionamento da sua empresa?